(toca-se o sino três vezes
espaçadamente)
Antes de começar este Recital para esta
Meditação do Entardecer deve-se dedicar uns minutos para nos induzirmos no
Bodhi Mind[2],
mantendo em mente de que tudo isto que fazemos meditativamente[3] não é apenas por nós mas para o benefício de todos os seres,
com o intuito da sua iluminação e esta ideia é a nossa mais elevada meta.
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Possam todos os seres cônscios[4] usufruírem
de profunda alegria e de todas as suas causas,
Possam todos os seres cônscios
libertarem-se do sofrimento tal como das suas causas,
Possam todos os seres cônscios nunca se
separarem da extrema felicidade por causa do sofrimento,
Possam todos os seres cônscios
encontrarem-se em equanimidade, livres da injustiça[5], de
apegos e da ira.
(Repetir três vezes)
O Sutra no Coração da Sabedoria
Transcendente e Vitoriosa
Assim me foi
contado. Uma ocasião, o Abençoado encontrava-se em Rajagriha, na montanha do
Pico do Abutre, junto a uma grande assembleia da Sangha de monges e uma grande
assembleia da Sangha de bodisatvas. Naquele momento, o Abençoado entrou em
samadi, que é a expressão do Dharma conhecido como "profunda iluminação",
ao mesmo tempo em que o nobre Avalokiteshvara, o bodisatva mahasatva[8], praticando
a prajnaparamita profunda, compreendeu o seguinte: ele viu que os cinco skandas
são de natureza vazia.
Então, pelo
poder do Buda, o venerável Shariputra perguntou ao nobre Avalokiteshvara, o
bodisatva mahasatva, "Como deve proceder um filho ou filha de família
nobre, que queira praticar a prajnaparamita profunda?".
Assim
questionado, o nobre Avalokiteshvara, o bodisatva mahasatva, respondeu ao
venerável Shariputra, "Ó, Shariputra, um filho ou filha de família nobre
que deseja praticar a prajnaparamita profunda deve proceder desta maneira:
percebendo os cinco skandas como tendo uma natureza de vacuidade. A forma é
vacuidade; a vacuidade é também a forma. A vacuidade nada mais é do que a forma;
a forma nada mais é que vacuidade. Da mesma maneira, a emoção, a percepção, a
manifestação e a consciência são vacuidade. Assim, Shariputra, todos os dharmas
são vacuidade.
Não há
características. Não há nascimento nem cessação. Não há pureza nem impureza.
Não há diminuição nem aumento. Desta maneira, Shariputra, na vacuidade não há
forma, não há emoção, não há percepção, não há manifestação, não há
consciência; não há olho, não há ouvido, não há nariz, não há língua, não há
corpo, não há mente; não há aparência, não há audição, não há olfacto, não há
paladar, não há tacto, não há dharmas, não há datu da visão, e assim por diante
até chegarmos a: não há datu da mente, não há datu de dharmas, não há datu da
consciência da mente; não há ignorância, não há extinção da ignorância, e assim
por diante até chegarmos a: não há velhice e morte, não há fim para a velhice e
a morte; não há sofrimento, não há origem para o sofrimento, não há cessação do
sofrimento, não há caminho, não há sabedoria, não há realização, e não há
não-realização.
Desta
maneira, Shariputra, já que os bodisatvas não possuem nenhuma realização, eles
se sustentam por meio da prajnaparamita.
Como não há
obscurecimento da mente, não há medo. Eles transcendem a falsidade e atingem o
nirvana total. Todos os Budas dos três tempos, através da prajnaparamita,
despertam completamente para a iluminação insuperável, verdadeira e completa.
Assim, o
grande mantra da prajnaparamita, o mantra da grande realização, o mantra
insuperável, o mantra inigualável, o mantra que acalma todo o sofrimento, deve
ser conhecido como a verdade, pois nisso não há engano. O mantra da
prajnaparamita é dito assim:
Assim,
Shariputra, o bodisatva mahasatva deve praticar a prajnaparamita profunda.
Então, o
Abençoado saiu daquele samadi e louvou o nobre Avalokiteshvara, o bodisatva
mahasatva, dizendo, "Bom, bom, ó, filho de nobre família, assim é; ó,
filho de nobre família, assim é. A prajnaparamita profunda deve ser praticada
exactamente como você ensinou e todos os tathagatas exultarão."
Quando o
Abençoado pronunciou essas palavras, o venerável Shariputra e o nobre
Avalokiteshvara, o bodisatva mahasatva, e toda a assembleia e o mundo com seus
deuses, humanos, asuras e gandarvas exultaram e louvaram as palavras do Abençoado.
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Este é o momento para procurar sentarmo-nos na
posição mais cómoda para nós: no chão, sobre uma almofada, numa cadeira (esta
não é muito aconselhável, apenas dependendo da idade e da falta de prática). A
melhor postura é a do lótus, completa, mas para os que não têm esta prática o
melhor é treinarem primeiro e com um mínimo de esforço, fora das práticas
meditativas tal como do Recital. As pessoas doentes podem permanecer deitadas
mas, seja qual for a posição adoptada não se deve permitir o adormecer… porém,
há que recordar que para tudo isto apenas se permite um mínimo de esforço;
muito mínimo mesmo.
As nossas mãos devem repousar sobre o nosso
colo, a direita com as pontas dos dedos (as falanges) levemente assentando
sobre as falanges da mão esquerda e os polegares tocando-se suavemente.
Manter a espinha dorsal erecta para facilitar o fluxo
da energia (chi) e sem esforço, com o queixo ligeiramente levantado.
Relaxe-se o corpo, observe-se calmamente se há
algum ponto em tensão no nosso corpo para o relaxar mas não se perca muito
tempo com isto porque e com a prática, tudo se relaxa naturalmente. É natural
que no início e durante a prática se sinta comichão ou dormências, neste caso o
coçar calmamente é permitido tal como o aliviar a posição mas tudo sem auto
crítica ou irritabilidade. Passo-a-passo, atingiremos naturalmente o status perfeito
e sem incómodos.
Quando, durante a concentração na nossa
respiração como em qualquer outra forma de concentração, os pensamentos nos
invadirem a mente deixemo-los permanecer por algum tempo - são como as nuvens
que passam nos céus -, não os avaliando ou julgando e mantendo a calma; um
pouco depois afastemo-los voltando, assim, à concentração correcta. Em tudo há
que manter a completa serenidade.
Sem esforçar a respiração – no sentido de a
tornar mais lenta -, concentremo-nos na nossa respiração natural.
Concentremo-nos na inalação tal como na exalação e, também, nas paragens entre
elas se as houver – com a prática haverá paragem entre exalação e a inalação e
vice-versa.
Profundamente concentrados podemos sentir a
corrente de ar na entrada das nossas narinas e concentramo-nos neste aspecto.
Deveremos fazer isto por cinco minutos de início – para os que iniciam pelo
menos durante seis meses.
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Após terminarmos a concentração na respiração,
passamos a concentrarmo-nos nos quatro básicos pensamentos, os quais conduzem a
mente à libertação e à iluminação:
1.
Reconhecemos a preciosa oportunidade que esta
vida nos concede no podermos beneficiar os inúmeros seres através dos métodos
de Buda. Poucas foram as pessoas que encontraram os ensinamentos do Caminho
Diamante e muitas menos as preparadas para o aplicar e utilizar.
2.
Temos em mente a impermanência de todas as
coisas composta (formas) restando-nos, apenas, o ilimitado e claro espaço da
mente. Porém, sabemos também o quanto incerto é tanto as condições como o tempo
que temos para reconhecer isto.
3.
Entendemos a causalidade. É de nós que depende
tudo o que acontece. Pensamentos formados (concebidos e preconcebidos, todo o
tipo de pensamentos), palavras e acções são os que nos concedem o nosso estado
presente e o definem; neste momento (como em todos os momentos), estamos a
semear as sementes para o nosso futuro.
4.
Finalmente, concluímos as fortes razões para
trabalhar a e com a mente. A iluminação é vezes sem conta o que contribui para
a nossa grande alegria e realização. Sabemos que não podemos beneficiar os
outros enquanto nos encontrarmos confusos e perturbados.
Portanto, abramos os nossos braços àqueles que
estão aptos para nos ensinarem.
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Para o bem de todos os seres nós nos
estabelecemos no conhecimento.
Em Buda alcançamos o pleno desenvolvimento da
nossa mente;
Nos seus ensinamentos que nos permite o único
refúgio tal como nos Bodhisatvas, os nossos grandes amigos nesta nossa
caminhada;
Mas, especialmente no Lama que é o unificador de
todas as bênçãos, métodos e protecção. O Lama é imensamente necessário para o
nosso rápido desenvolvimento.
Aqui ele surge na forma da grande compaixão dos
Olhos de Amor (Loving Eyes – em tibetano Chenrezig e em Sânscrito
Avalokiteshvara).
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Um pouco acima da nossa cabeça (cerca de um
palmo acima), tal como de todos os seres, a natureza mental pura é expressa por
uma flor de lótus plenamente aberta. Ela é transparente apresentando suavemente
as colorações do arco-íris. No interior de cada lótus (acima de cada ser), a
inteligência básica de todos os seres manifesta-se como um disco plano lunar
horizontal (paralelo à flor de lótus), irradiantemente iluminado.
No centro de cada disco lunar condensa-se,
agora, um amor brilhante sob a forma das sílabas tibetanas HRIH[10]
(escritas na perpendicular sobre o disco lunar):
|
H R I H |
|
|
Destas sílabas, raios luminosos transparentes
brilham projectando-se no sentido dos incontáveis Budas existentes por todo o
espaço.
Estes raios luminosos também alcançam os
inúmeros seres não iluminados que se encontram em todos os lados (e planos), a
fim de lhes dissolver a dor e o sofrimento.
Agora, esses raios luminosos são preenchidos com
as bênçãos do Budas tal como com a felicidade de todos os seres.
Tudo isto retorna para a palavra HRIH, que se
encontra sobre a nossa cabeça tal como sobre todos os seres, assumindo todos a
forma dos quatro braços de Chenrezig ou Olhos de Amor (Loving Eyes).
Chenrezig está sentado em completa postura de
meditação (postura de lótus completa), todo ele irradiando brilhante luz como a
da lua cheia. Estas formas luminosas assentam sobre todos os seres[11].
As costas de Chenrezig apoiam-se num encosto em
forma de um plano disco lunar. Chenrezig usa os ornamentos de um bodhisattva.
A sua mão direita do braço superior encontra-se
ao nível do ombro correspondente e segura um mala[12] de
cristal o qual permite elevar e libertar todos os seres do mundo dos
condicionalismos[13]. As
duas mãos dos braços inferiores, estão juntas ao seu coração e seguram a jóia
da Iluminação.
A mão esquerda do braço superior segura uma flor
de lótus que se abre ao nível da sua orelha esquerda exibindo, por isto, o seu
absoluto estado de pureza. Chenrezig (Olhos de Amor) sorri gentil e
amorosamente sobre e para todos os seres. Uma túnica de pele de veado descai
descobrindo-lhe o ombro esquerdo e significando que ele possui a mansidão desse
animal e que jamais ferirá nenhum ser. A veste que o envolve ao nível das suas
ancas é tecida em cinco cores diferentes representando todos os níveis de
iniciação. A sua postura de meditação significa que Chenrezig actua sobre a
confusão e a perturbação com o fito da libertação para o benefício de todos os
seres.
Sobre a cabeça de cada forma de Chenrezig
assenta-se o Buda vermelho de Luz Infinita (em Tibetano Opagme e em Sânscrito
Amitabha), olhando com compaixão sobre e para todos os seres e, desta forma,
expressando o amor incondicional e sem descriminação de todos os Budas.
Na invocação clássica para apelar ao poder de
Chenrezig (Olhos de Amor), nós dizemos «Ò Tu o cheio de nobreza no teu
alvo e imaculado corpo, onde o perfeito Buda se assenta sobre a tua cabeça. Com
os olhos cheios de compaixão Tu observas todos os seres; Olhos de Amor
(Chenrezig), é em ti que nos refugiamos.»
Encontramo-nos agora investidos por Chenrezig
(Olhos de Amor):
1.
Da sua testa uma luz branca e brilhante irradia em
arco penetrando a nossa testa, concedendo-nos o Vaso da Iniciação.
2.
Da sua garganta uma luz vermelha brilhante
irradia em arco penetrando a nossa garganta, concedendo-nos a Iniciação
Secreta.
3.
Do seu coração uma luz azul (índigo) brilhante
irradia em arco preenchendo todo o nosso coração e concedendo-nos a Iniciação
da Sabedoria-Desperta.
4.
Por fim, todas as três luzes de acordo com a sua
proveniência e as suas cores, penetram em nós e em simultâneo em nós preenchem
as respectivas regiões concedendo-nos, desta forma, a Iniciação do Grande Selo,
a que se denomina: Mahamudra[14].
Depois desta transmissão-recepção, as três
formas luminosas de Chenrezig (Olhos de Amor), fundem-se no íntimo de todos os
seres tal como de nós próprios[15]. Num
instante todos nos tornamos Olhos de Amor (Chenrezig). O mundo é a sua Terra
Pura radiante e irradiando o profundo significado do Todo. Cada som é a
vibração do Seu mantra, assim como cada pensamento é da mais pura sabedoria;
isto porque pura e simplesmente pode acontecer.
No cerne da nossa luminosa forma transparente,
ao nível do coração de cada um, repousa a flor de lótus com seis pétalas tendo
cada pétala uma das sílabas do mantra registadas no sentido directo (dos
ponteiros do relógio). Estando a flor de lótus no cerne do nosso coração na
posição vertical, a pétala superior contém o OM, a seguinte – à esquerda -, Ma
e assim sucessivamente para as seis sílabas do mantra, a saber: OM, MA, NI, PE,
ME, Hum (hung). No centro da flor de lótus permanece o disco lunar com a
inscrição, tibetana, HRIH no seu centro.
Enquanto todos os seres como nós próprios
repetimos o mantra OM MANI PEME HUNG, durante quanto tempo pudermos ou
desejarmos, observamos um arco-íris de cores vivíssimas brilhando do mantra a
partir dos corações de todos nós ao ponto de preencher todo o espaço em pleno.
Agora e durante (cinco[16])
minutos vamos recitar – mentalmente, em voz baixa, média alta ou cantando -, o
mantra
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Ao finalizar esta fase e a recitação do mantra,
toda a Terra Pura é absorvida por Chenrezig (Olhos de Amor). Imediatamente a
seguir tudo se transforma em pura luz radiante e irradiando de todas as
direcções abarcando o âmago da nossa forma transparente de quatro braços. A
qual também acaba por se fundir nas sílabas tibetanas HRIH ao nível do nosso
coração. Entrementes, as pétalas da flor de lótus e o mantra nelas contido,
retornam aos céus no sentido directo (dos ponteiros do relógio). Seguidamente,
o centro da flor com o disco lunar dissolvem-se no espaço e, finalmente, as
sílabas HRIH desaparecem de baixo para cima apenas restando no fim um
pequeníssimo ponto luminoso. Deste mundo dos condicionalismos nada mais resta
e, num ápice, também esse pequeníssimo ponto de luz desaparece.
Agora, só este despertar de iluminação permanece
sem centros ou limites e é neste estado básico que vamos permanecer o tempo que
nos for possível.
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(tocam-se os sinos três vezes)
A meditação no vazio deve permanecer durante o
tempo possível[17].
(no fim tocar o sino novamente)
Assim como um peixe salta da água, de novo o
mundo puro ressurge. Todos os seres, tal como nós próprios, têm a natureza de
Buda; todos os sons são o mantra de Chenrezig (Olhos do Amor) e todos os
pensamentos expressam a sabedoria mais elevada.
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Decidimos manter presente em nós, em todas as
situações da nossa vida, a compreensão de tudo isto em que acabámos de meditar
a par com todos estes sentimentos positivos para o fim do nosso actuar
correcto, pensamento correcto e tudo o que de correcto nos conduz à iluminação,
impressões estas que surgem diante de nós como infinitas.
Possa tudo isto trazer a todas as pessoas o
único grande motivo, a única jóia, que é a do conhecimento da mente.
Agora, despertamos para os nossos limites
voltando ao tempo presente.
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(poderemos recitar ou cantar)
Possam todos os seres,
As mentes unir em eterna luz radiante,
Sublimes frutos de Paz,
Corações de bondade e vontade brilhante.
Que as pessoas oiçam e vejam,
Corações e mãos que na unidade apraz,
Possam as mentes despertar
Compaixão, Sabedoria e Paz.
Traga o carinho recompensa,
Na tristeza, na dor e no pesar,
Possa este universo de luz,
Quebrar esta medonh’infernal cruz.
Sendo todos um só coração,
Tudo se unirá em gloriosos raios,
Pela compaixão … assim possamos nós ser
sábios,
Pela compaixão e possamos nós ser sábios.
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Namo
Buddhaya
Namo
Dhammaya
Namo
Sanghaya
Honra ao Iluminado Buda,
Perfeito em Sabedoria e em Compaixão.
Honra ao Nobre Dhamma,
A Lei Universal, o Ensinamento de Buda.
Honra ao Sagrado Sangha,
Os Protectores do Nobre Dhamma.
Neste Triplo Diamante eu me refugio.
Que este Triplo Diamante me abençoe e
Proteja, tal como os que me são queridos,
esta noite,
Possamos nós estar livres da violência e do
perigo,
Possamos nós ultrapassar as nossas
dificuldades,
Que em tudo sejamos sempre bem sucedidos.
Possamos nós ser abençoados com boa saúde,
força, paz e felicidade.
Que os meus pais, irmãos e irmãs, toda a
minha família,
Professores, amigos e todos os que lhes são
relativos,
estejam bem e felizes.
Possam eles estarem livres da violência e
do perigo.
Mas se perante eles estiver a violência e o
perigo,
É do meu profundo desejo que ultrapassem
todas as ansiedades e angústias rapidamente.
Se a saúde deles for má ou a piorar,
Peço-vos que possam recuperar e adquirir
saúde rápido.
Assim os abençoe e os proteja o Triplo
Diamante:
Buda, Dhamma e Sangha
Ò Abençoado! Concedei protecção a mim e aos
meus amados esta noite.
Mantém-nos longe do ódio e dos perigos.
permiti que o nosso sono seja pacífico
podendo nós acordar
de manhã cheios de energia física e mental.
Namo Buddhaya
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Se me desviei deste Teu caminho,
que isto nunca mais aconteça.
Se descuidadamente feri alguém neste dia,
por actos ou palavras,
possa eu ser mais cuidadoso e consciente
imediatamente.
Ò Buda, Tu o Iluminado, ajudai-me
para que o meu coração actue verdadeiramente
na Senda Espiritual.
Possam as minhas acções reflectir
o Teu amor e a Tua compaixão.
Eu me esforçarei para que o meu coração
seja purificado
do ódio e da inveja podendo, assim, viver
em harmonia com todos,
Eu estarei sempre junto ao Dhamma,
Nos bons como nos tempos difíceis.
Eu sei que o meu momento chegará,
O momento em que terei de deixar este
mundo,
Mas eu o farei sem medo ou remorsos,
porque deixo este mundo num melhor estado
espiritual
do que quando a ele vim.
Por pior que alguém tenha para comigo
procedido,
possa eu ter compaixão e saber perdoar,
não guardando ódio ou vingança no meu
coração.
Manterei presente e em mente o saber ser
agradecido
pelos actos de amor e consideração que me
foram concedidos,
independentemente de quão pequenos pareçam
ser,
Por todos os que eu amo e por todos os que
me amam,
que esta vida seja uma bênção e uma fonte
de felicidade para todos os seres.
NAMO BUDDHAYA
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É com todo o meu gosto que dedico tudo o que de
bom adquiri hoje tal como no passado com os Devas. Rejubilem eles com tudo o
que lhes dedico e me guardem tal como a todos aqueles que eu amo.
Quero também transferir estes méritos àqueles
meus amigos, relativos e parentes que já partiram da vida em que os conheci.
Acrescento também (dizer o nome de outros como,
por exemplo, nós dizemos os do que estiveram no Templo, ou na sala do PalTalk).
Onde quer que se encontrem possam todos estar livres de perigo, bem de saúde e…
Sejam Felizes.
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Fundo construído a partir de pintura de Ma
Chien-ya, «On-the-Spot Meeting», 1974
[1] Este recital é iniciado
de forma a terminar com o pôr-do-sol
[2] Bodhi Mind impõe um
profundo silêncio com o fim de reconhecermos que todos somos budas, temos a
natureza de Buda, unidos com todos os seres de todos os reinos da natureza
desde os mais subtis aos mais densos e que é com e para elas que fazemos este
recital a fim de os ajudar a eliminar o sofrimento e alcançarem a iluminação.
Esta definição do termo Bodhi Mind vai sendo aprofundada ao longo do texto
deste recital e mesmo até ao fim.
[4] Traduzi assim do inglês
por via do chinês. Por sentient (inglês) ou cônscios entendem-se todos os seres
possuindo sentimentos mesmo que a sua consciência ainda não esteja estruturada,
isto é: uma consciência embrionária. Donde, até um mineral é cônscio não
havendo nada quer no interior da Terra, na sua superfície, como acima dela, nos
céus, algo que não seja cônscio.
[5] Acima de tudo da
provocada por nós próprios tal como do pactuar com todo o tipo de influências
nefastas para disso usufruirmos. Isto traduz um falso ganhar, é um lucrar com a
dor e o sofrimento dos outros.
[6] Sobre os potenciais
significados deste mantra ver em http://fozibertao1.no.sapo.pt O
estudo desta página, parte I e II são importantíssimas uma vez que o Taoismo
antecede o Budismo e foi um caminho de preparação para ele.
[7] Lotsawa Bhikshu Rinchen De traduziu este texto para o tibetano com o
pandita indiano Vimalamitra. Ele foi publicado pelos grandes editores-lotsawas Gelong Namka entre outros.
O texto tibetano foi copiado do afresco em Gegye Chemaling, no glorioso Samye vihara. Ele foi
traduzido para o inglês pelo Grupo de Tradução Nalanda, com consulta a várias
edições em sânscrito.
[8] Mahasatva (pronunciando
o ‘h’ aspirado fortemente quase como o ‘rr’ em português), significa Grande
Ser.
[9] Svaha é normalmente
pronunciado SOHA em que o ‘H’ é fortemente aspirado quase parecendo o ‘rr’ em
português mas não tão forte.
[10] Pronuncia-se Hâríh com
‘â’ quase mudo e acentuado na última sílaba. Esta palavra faz parte de um
mantra tibetano e que, como todos os mantras, é muito importante.
A imagem deste símbolo
foi retirada da página http://www.visiblemantra.org/bija.html onde poderão encontrar
outros ideogramas tibetanos e sânscritos.
[11] Sobre cada ser
observamos uma imagem, como a descrita, de Chenrezig.
[12] Mala é o terço de
recitação de mantras e sutras típico do extremo oriente.
[13] Que é não só este
planeta mas todos os planos de sofrimento em que inúmeros seres se encontram.
[14] O ‘h’ de Mahamudra é
fortemente aspirado soando quase como ‘rr’ em português, mas mais aspirado.
[15] Observe-se, por esta
afirmação, o poder significativo-activo da Mente Bodhi: primeiro fundem-se no
íntimo de todos os seres e só depois se reporta a nós. A primazia é sempre a
favor dos outros seres e isto é a meta da Mente Bodhi.
[16] O tempo é estabelecido
por nós de acordo com as possibilidades de cada um ou do grupo de meditação.
[17] Normalmente aqui
estabelecemos três minutos na meditação em grupo.